sexta-feira, 3 de junho de 2011

Fichamento 5

PREVENÇÃO DA CÁRIE DENTAL: A QUESTÃO DA FLUORETAÇÃO DO SAL
PINTO, Vitor Gomes. Prevenção da cárie dental: a questão da fluoretação do
sal. Rev. Saúde Pública [online]. 1982, vol.16, n.1, pp. 66-72. ISSN 0034-8910.

“Tradicionalmente considerado como veiculo de menor  adequação para a suplementação do  flúor ao esmalte dentário no combate à cárie, o "sal de cozinha" começou a  receber maior  ênfase a partir de estudos efetuados na década passada na Colombia.” (p.66)

“A necessidade de variação da dosagem do flúor no sal de acordo com os padrões de consumo individual ( para evitar fluorose) era considerado como óbice de difícil transposição.” (p.66)
Em relação ao íon flúor: “Didaticamente poder-se-ia recomendar sua aplicação através de: Ingestão — 1.°) fluoretação de águas de abastecimento público; 2.°) solução de fluoretos (p. ex. em depósitos de água de escolas); 3.°) comprimidos administrados sob controle; 4.°)  adição de flúor ao sal doméstico". E, sobre o sal, aconselharam que as "experiências em áreas selecionadas poderão ser realizadas por entidades científicas interessadas na problemática, utilizando recursos próprios.” (p.68)

“O processo de adição do flúor ao sal para a prevenção da cárie percorre os mesmos
caminhos já trilhados no combate ao bócio endêmico através da iodatação do sal, medida esta vigente no Brasil há quase vinte e oito anos.” (p.68)

“A fluoretação do sal não seria, portanto, um método indicado para universalizar a prevenção da cárie dental, pelo menos enquanto não atingir as camadas mais desfavorecidas da sociedade.” (p.69-70)

“O emprego do sal com flúor, considerando-se seu reduzido custo, é válido em áreas
sob controle técnico de forma a ativar estudos tendentes a superar os entraves que
cercam a hipótese de universalização do método. Estes entraves dizem respeito fundamentalmente à capacidade parcial de cobertura do sal face às dificuldades de dosagem do sal não refinado, ao problemático controle do teor de flúor e à segurança
limitada quanto à saúde dental pelo risco de fluorose.”

Fichamento 4

Terapia com células-tronco na síndrome do desconforto respiratório agudo
MARON-GUTIERREZ, Tatiana et al. Terapia com células-tronco na síndrome do desconforto respiratório agudo. Rev. bras. ter. intensiva [online]. 2009, vol.21, n.1, pp. 51-57. ISSN 0103-507X.

 “A síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) é caracterizada por
uma reação inflamatória difusa do parênquima pulmonar, com aumento da permeabilidade alvéolo-capilar associada a uma série de anormalidades clínicas, radiológicas e fisiológicas.” (p.51)

“A SDRA pode ser induzida por um insulto direto ao epitélio alveolar (SDRA pulmonar) ou indireto através do endotélio vascular (SDRA extrapulmonar)...” (p.51)

“Na SDRA extrapulmonar, o dano ao endotélio microvascular induz inicialmente edema intersticial e infiltração neutrofílica.  O endotélio pulmonar é um tecido altamente
especializado que possui funções fisiológicas, imunológicas e de síntese, além de armazenar inúmeras enzimas, receptores e moléculas de transdução, que interagem umas com as outras e com os constituintes da parede do capilar e células sangüíneas circulantes.  A barreira alvéolo-capilar medeia as alterações da permeabilidade e possui um papel decisivo no reparo e remodelamento.” (p.52)

“Acredita-se que uma terapia eficaz para o tratamento da SDRA deva promover simultaneamente atenuação da resposta inflamatória e adequado reparo da lesão pulmonar.” (p.52)

“As células-tronco embrionárias são isoladas a partir da massa interna de blastocistos e apresentam capacidade de auto-renovação e são células pluripotentes.” (p.53)

“As células-tronco adultas são aquelas isoladas de tecidos adultos, incluindo medula óssea, tecido adiposo, tecido nervoso, cordão umbilical e placenta, que possuem capacidade de auto-renovação.” (p.53)

“A medula óssea é fonte de duas populações distintas de células-tronco: as células-tronco hematopoiéticas (HSCs), que possuem capacidade de auto-renovação e são responsáveis pelo desenvolvimento de linhagens de células sanguíneas, incluindo leucócitos, hemácias e plaquetas e as célulastronco mesenquimais (MSCs), que são células estromais que podem se auto-renovar e tem a capacidade de dar origem a
osteoblastos, condrócitos, adipócitos, músculo esquelético, músculo cardíaco, células endoteliais, hepatócitos, neurônios, oligodendrócitos e astrócitos.” (p.53)

Fichamento 3

Doença periodontal: estudo da resposta imune humoral
HIDALGO, Mirian Marubayashi et al. Doença periodontal: estudo da resposta imune humoral.Rev Odontol Univ São Paulo [online]. 1998, vol.12, n.3, pp. 207-213. ISSN 0103-0663.  doi: 10.1590/S0103-06631998000300003

Sob a denominação doença periodontal humana incluem-se numerosas entidades, sendo amplamente aceito na literatura o importante papel desempenhado pelas bactérias da placa dental supra e subgengival14, 19. Algumas manifestações da doença periodontal podem ser associadas a bactérias específicas e talvez a mais clara associação já descrita seja aquela entre a Periodontite de Incidência Precoce (PIP) e o Actinobacillus actinomycetemcomitans (Aa)1.No hospedeiro, a introdução de moléculas ou microrganismos estranhos resulta numa série de eventos de seu sistema de defesa, no sentido de eliminar ou neutralizar o agente agressor9. Uma forma de evidenciar o estado imunológico dos pacientes com periodontite é analisar os níveis de anticorpos salivares anti-Aa.”

Fichamento 2

Terapia celular no acidente vascular cerebral
MENDEZ-OTERO, Rosalia; GIRALDI-GUIMARAES, Arthur; PIMENTEL-COELHO, Pedro M.  e  FREITAS, Gabriel R.. Terapia celular no acidente vascular cerebral. Rev. Bras. Hematol. Hemoter. [online]. 2009, vol.31, suppl.1, pp. 99-103.  Epub 22-Maio-2009. ISSN 1516-8484.

“As doenças que acometem o Sistema Nervoso Central (SNC) figuram entre as de maior prevalência, mortalidade e morbidade, tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento, e dentre todas destaca-se o acidente vascular cerebral (AVC).” (p.99)

“No Brasil, dados do SUS mostram que os AVCs (isquêmicos e hemorrágicos) representam a maior causa de morte com cerca de 90 mil casos/ano. Além da alta mortalidade, o AVC representa a maior causa de incapacitacão em adultos, gerando um alto gasto para os sistemas de saúde.” (p.99)

“O objetivo terapêutico na fase aguda e subaguda do AVC é proteger os neurônios em risco, enquanto, após este período, as terapias visam principalmente aumentar a capacidade de regeneração endógena do SNC e conseqüentemente diminuir as sequelas funcionais.” (p.99)

“Células-tronco são células capazes de originar células semelhantes a elas (autorrenovação) e também podem dar origem a diferentes tipos celulares.” (p.99)

“As células-tronco embrionárias humanas são obtidas a partir da massa celular interna de blastocistos. Devido à sua alta capacidade de autorrenovação, que permite a obtenção de
um número elevado de células, e à sua pluripotencialidade, dando origem a células de todos os tecidos, estas células são consideradas a fonte ideal para terapias celulares que visem a
substituição de tecidos perdidos em lesões ou doenças.” (p.100)

“As células-tronco adultas têm baixo potencial de proliferação e são consideradas menos potentes, pois, em geral, só dão origem às células do tecido do qual foram obtidas. Nesta
categoria estão incluídas as células de sangue de cordão umbilical, as de medula óssea e as células-tronco existentes dentro de cada tecido adulto, incluindo o sistema nervoso.” (p.100)

“O sistema nervoso apresenta determinadas características que tornam as terapias celulares particularmente difíceis, principalmente se o objetivo que se tem em mente é a utilização de células-tronco para substituir células perdidas em uma determinada doença ou lesão neurológica.” (p.100)

“... Por outro lado, em outras doenças, a perda celular é limitada a uma região e a um
tipo específico de neurônio, como é o caso da doença de Parkinson.” (p.100)

“O modelo mais utilizado tem sido a obstrução permanente ou temporária da artéria cerebral média (MCAO, do inglês middle cerebral artery occlusion). Neste modelo, a
análise histológica da área cerebral infartada apresenta uma região central (centro) onde ocorre morte por necrose e uma região periférica (penumbra) na qual células em apoptose
podem ser observadas por vários dias após a isquemia.” (p.101)

“A vantagem da utilização destas células em relação a outros tipos é a possibilidade de terapia celular com células retiradas da medula óssea do próprio paciente, o que elimina
todas as questões éticas e de disponibilidade. Células do sangue de cordão umbilical humano também foram utilizadas em modelos de AVC com resultados funcionais semelhantes aos das células da medula óssea.” (p.101)

“Outras vantagens da terapia celular com células autólogas incluem a ausência de rejeição e o seu pequeno potencial de diferenciação, o que minimiza a possibilidade de formação de tumores. As células de medula óssea têm sido utilizadas logo após a retirada da medula (a denominada fração mononuclear) ou após diversas etapas de expansão em cultura (células mesenquimais de medula óssea)...” (p.102)

“Há duas abordagens básicas nas terapias celulares em pacientes com AVC. A primeira se baseia na mobilização de células endógenas através de fatores tróficos. Os dois fatores que têm sido utilizados são a eritropoietina (EPO) e o fator estimulador da formação de colônias de granulócitosmacrófagos (G-CSF).” (p.102)

Fichamento 1


Terapia celular em doenças pulmonares: existem perspectivas?
RIBEIRO-PAES, João T. et al. Terapia celular em doenças pulmonares: existem perspectivas?. Rev. Bras. Hematol. Hemoter. [online]. 2009, vol.31, suppl.1, pp. 140-148.  Epub 29-Maio-2009. ISSN 1516-8484.

“Células indiferenciadas que apresentam capacidade de autoduplicação e de dar origem a células diferenciadas são denominadas células-tronco (CT).  Melton e Cowan (2004) propuseram uma working definition de CT: "Uma entidade clonal autorrenovável, que é pluripotente e pode dar origem a vários tipos de células diferenciadas".” (p.140)

“Em função de sua origem, pode-se definir 3 tipos gerais: CT oriundas da massa celular interna do blastocisto, denominadas células-tronco embrionárias (CTE); as oriundas da crista gonadal, células-tronco germinativas (CTG) e as células-tronco adultas (CTA), obtidas em diferentes tecidos, incluindo-se as células-tronco hematopoéticas (CTH),
obtidas da medula óssea e as células obtidas do cordão umbilical.” (p.141)

“A terapia celular poderia ser conceituada de forma ampla e genérica, talvez pouco precisa em função da amplitude de seu alcance, como o emprego de células para tratamento de doenças. Considerada nesta perspectiva ampla, a terapia celular representa uma antiga prática terapêutica, iniciada com a transfusão de sangue total ou concentrado de plaquetas
em diferentes situações clínicas agudas ou crônicas. Os transplantes de células-tronco hematopoéticas (TCTH) foram, pioneiramente, iniciados com os trabalhos de Till e Mcculloch em 1961,  durante seus estudos sobre a resposta de ratos com a medula óssea transplantada após lesão provocada por irradiação ionizante.” (p.141)

“Um aspecto muito relevante em termos de implicação para a terapia celular foi a verificação que, em modelos animais, a infusão de MSC marcadas apresentaram um sinal expressivamente maior no tecido pulmonar, em relação a vários outros órgãos, como coração, fígado, baço e rim.” (p.142)

“A DPOC pode ser entendida como um estado patológico caracterizado por limitação de troca gasosa, não reversível. Esta limitação é usualmente progressiva e associada a uma resposta inflamatória anormal dos pulmões a partículas e gases nocivos.” (p.143)

“O enfisema pulmonar, dentro do espectro da DPOC, apresenta como principal característica a obstrução do fluxo aéreo, resultante da destruição das paredes alveolares e aumento dos espaços aéreos distais ao bronquíolo terminal, sem fibrose evidente.” (p.143)

“É importante salientar que a DPOC apresenta uma alta prevalência e um elevado custo econômico e social.” (p.143)

“A fibrose cística (FC) é uma doença hereditária com alta incidência (um a cada 2.500 nascidos) entre a população caucasiana.” (p.144)

“Em função de suas características peculiares de patologia genética monogênica seria uma candidata ao tratamento por meio de terapia gênica, considerando que a restauração de baixos níveis funcionais da proteína CFTR em cada célula pode ser suficiente para inibir o fenótipo da doença. Embora a formulação dos experimentos, o delineamento experimental seja, em geral, elegante, racional e coerente no plano teórico, não se obteve, até o presente, com o emprego da terapia gênica, resultados consistentes e satisfatórios. Concorrem para o insucesso ou pleno êxito da terapia: capacidade indutora de resposta inflamatória e ineficiência do vetor, alta rotatividade das células epiteliais, ou, ainda, a correção apenas transitória do defeito gênico.” (p.145)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

ENTREVISTA Tarefa 1


Isabela Barbosa de Matos 

CIRURGIÃ-DENTISTA
GRADUAÇÃO PELA A FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE CARUARU
ESPECIALIZAÇÃO EM ENDODONTIA - UFC
MESTRANDA -UFPE
 
Qual é a sua área de atuação?Eu hoje atuo 75% na área de Saúde Pública, apesar de também ser Endodontista no meu consultorio particular. Tenho dois empregos públicos, fazendo ambulatório em um deles e PSF em outro e administradora de uma rede odontologica no Cariri.

Qual é o panorama da sua área de atuação hoje em dia?A Saúde Pública é uma área que acredito muito, apesar da realidade brasileira. É uma área que cresceu muito nos últimos 20 anos, desde a criação do SUS. Se fizermos uma comparação “pré-SUS” e “pós-SUS” podemos ver claramente o quanto a Odontologia cresceu no setor público. A população, que antes não tinha acesso nenhum ao serviço odontológico, hoje pode contar com pelo menos a atenção básica. E em muitas áreas, de qualidade.

O que você mudaria, hoje, no exercício da sua profissão?
Com toda certeza eu mudaria a forma em que as “autoridades” odontológicas tratam as chamadas “clínicas populares”… A banalização da Odontologia é grande responsável por muitos dos problemas que os profissionais sérios encontram hoje em dia.

EM UMA PERSPECTIVA PESSOAL  QUAL A RELAÇÃO COM A GENÉTICA? 
A genética é a matemática das ciências da saúde. É a base de tudo e quem a compreende e a usa como instrumento diagnóstico se destaca no meio profissional.
 
Recentemente, a Revista Veja publicou uma reportagem sobre a condição dos profissionais no mercado. E afirmou que a odontologia está saturada e estagnada. Qual a sua visão sobre esse fato?Eu não concordo com esta afirmativa. Eu acredito sim, que os grandes centros estão saturados, não só pra Odontologia, mas para todas as profissões. Trabalho hoje em uma cidade que há uma necessidade absurda de dentistas, mas uma população carente, que só pode contar com o serviço público, que é carente de profissionais. A grande verdade é que a Odontologia é cara, e vivemos num país com população extremamente pobre. A Odontologia no Brasil é uma das melhores do mundo, com profissionais competentes, mas não chega a todos.

De onde surgiu a vontade de ser Dentista?! Teve a influência de alguém?
Sempre fui admiradora de um belo sorriso, nosso principal cartão de visita, por ser rico em expressão e nos revelar o bom estado da alma. Considero uma boca bem cuidada um sinal inequívoco de boa saúde e bem estar pessoal, afetivo e profissional. Se eu posso proporcionar isso às pessoas, por que nao!?

O que você acha da genetica na area da odontologia?
É um avanço para a prevenção e um novo passo para tratamentos orais, é fonte de desenvolvimento para  novos produtos odontologicos.

Quais são os seus planos futuro a médio e longo prazo dentro da profissão?Eu costumo brincar com os colegas que sou a “dentista pobre”, mas porque minha grande paixão é e sempre será a Saúde Pública. Meus planos a médio e longo prazo são de continuar atuando nesta área, tentando contribuir ao máximo para que cada vez mais a população tenha acesso a um serviço odontológico de qualidade.



 ENTREVISTA FEITA PELA A ALUNA DE ODONTOLOGIA DA FACULDADE LEÃO SAMPAIO, TURMA 106.1, VIVIAN MACEDO


1º FORUM DE ODONTOLOGIA



TURMA 106.1- ODONTOLOGIA!